Investigação da Controladoria Geral da União identificou empresários, donos de carros de alto padrão e embarcações na lista do auxílio de R$ 600 do governo federal no estado.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/08/20/fachada_cgu_pag.capa_cad.caderno_1_kleide_teixeira_286168_1.jpg)
De acordo com o superintendente da CGU na Paraíba, Severino Souza de
Queiroz, entre as pessoas identificadas como beneficiárias indevidas,
por terem um alto padrão de consumo, estão filhos de políticos,
empresários e até proprietários de embarcações.
Um outro levantamento feito pela CGU em parceria com o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) já havia identificado quase 26 mil servidores públicos de prefeituras e do governo do estado tinham recebido a ajuda de R$ 600 indevidamente.
O trabalho de cruzamento de informações está sendo feito a partir de
base de dados de vários órgãos com a planilha de beneficiários do
auxílio emergencial fornecida pelo Ministério da Cidadania. Severino
Souza de Queiroz explica que neste momento estão sendo identificados
beneficiários indevidos por três critérios:
“Estamos usando a base de dados do Renavan, bem como identificando a
lista de pessoas jurídicas que constam como beneficiários. Além disso,
temos recebido uma série de denúncias, de pessoas que supostamente
constam na lista como beneficiário, mas que são filhos de grandes
empresários, de políticos, de pessoas que realmente não precisam dessa
ajuda”, comentou.
Nos dados preliminares da CGU, constam mais de 500 beneficiários
empresários, mais de mil pessoas que são proprietárias de veículos de
alto padrão, com valor médio de R$ 60 mil, e pelo menos 100 pessoas que
são donas de embarcações.
Ainda de acordo com Severino Souza de Queiroz, após o cruzamento de
dados, as pessoas enquadradas como beneficiárias que não atendem aos
critérios, vão ser notificadas a se explicarem e realizar a devolução
voluntária dos valores recebidos a partir da ajuda financeira
disponibilizada pelo governo federal para pessoas que estão passando por
uma crise financeiro dentro da pandemia do coronavírus.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/L/W/GcaG11RuKk5ZCoLB6l9Q/severino-souza-queiroz-cgu-pb.jpg)
Embora pese a possibilidade dos identificados terem sido usados por
golpistas, pois o cadastro é feito com dados fáceis de serem obtidos, o
superintendente da CGU na Paraíba explicou que essas pessoas vão
precisar devolver o dinheiro aos cofres públicos de alguma forma.
Conforme dados nacionais fornecidos pelo Ministério da Cidadania, que
não possui o detalhamento por estados da federação, até a sexta-feira
(19), 47,7 mil pessoas que receberam o benefício, mas não se enquadravam
nos critérios da lei, devolveram os recursos do auxílio emergencial.
Com isso, voltaram aos cofres públicos R$ 39,6 milhões. Na Paraíba,
segundo levantamento divulgado pela Caixa Econômica Federal,
aproximadamente R$ 2 bilhões foram pagos a beneficiários por meio do
auxílio emergencial desde o início do calendário do benefício.
Fonte: Redação do Vale do Piancó Notícias com G1