
Em seu depoimento, o homem disse que reside em Itaporanga e foi à cidade de São José de Caiana receber um dinheiro, mas, como tem inimigo no município, decidiu ir armado. Perguntado pelos policiais como faria para atirar caso houvesse necessidade, ele disse que não enxerga, mas tem um ouvido bastante apurado, sendo, conforme narrou, capaz de identificar de que lado parte a ameaça para disparar.
Conforme o delegado Glêberson, além do cometimento do delito, ao portar uma arma o deficiente visual coloca em risco sua própria vida e a de terceiros, já que, sem visão, poderá ser facilmente desarmado ou ferido.
Mas não foi a primeira vez que o homem terminou preso por porte ilegal de arma: no ano passado, ele foi conduzido à delegacia e autuado pelo porte de uma espingarda calibre 12, mas foi absolvido pela Justiça, enquanto a pessoa que o acompanhava foi responsabilizada pelo delito.
Fonte: Folha do Vale