Autor: Redação do Portal

A Operação Al-Barã, que tem o objetivo de cumprir mandados de prisão e
de busca e apreensão tanto na cidade de Sousa quanto em Patos, também
no Sertão, mobilizou 35 policiais civis. Os mandados estão sendo
cumpridos nos fóruns e residências dessas cidades. O delegado-geral da
Polícia Civil, João Alves explicou como o esquema acontecia. “Um
funcionário do Fórum em conjunto com advogados preparava um alvará
juidicial, para liberar uma quantia em dinheiro para pessoas, ele
falsifica a assinatura dos juízes e o advogado ia ao banco com o alvará e
sacava o dinheiro”, disse o delegado.
O delegado ainda confirmou que os alvarás chegavam a solicitar saques
de até R$ 100 mil, e explicou como a fraude começou a ser descoberta.
“Foram muitos alvarás expedidos. De R$ 5 mil até R$ 100 mil. O último
falsificou a assinatura de uma juíza, e como ela era nova, o banco teve
dúvida a respeito da assinatura, ligou para ela que constatou que a
assinatura era falsa. Aí foi requisitado apoio da Polícia, que fez a
investigação e instalou a operação”, comentou.
A Polícia Civil confirmou que no decorrer do trabalho investigativo
surgiram indícios de que outros advogados também estariam participando
do esquema da “máfia dos alvarás”.
O dinheiro total desviado das contas judiciais eram de entes
federados, como o Estado e municípios, sendo avaliado em aproximadamente
R$ 1,5 milhão. Os crimes investigados são de peculato, falsificação de
documento público, uso de documento falso, falso reconhecimento de firma
ou letra e organização criminosa.
O delegado informou que os próximos passos da Operação serão
definidos pelo que for apurados de todo o material que foi coletado com
as apreensões realizadas nesta quarta-feira (9). Os presos foram
encaminhados a Delegacia de Sousa, e aguardam audiência de custódia.
‘Al-Barã’
O termo ‘Al-Barã’ tem origem árabe e deu origem à palavra buscar
mandado. Todo o material apreendido será encaminhado para a sede da 19a
Delegacia Seccional, em Sousa.
Fonte: Portal Correio