Autor: Redação do Portal
“Temos que mostrar que não é natural um comportamento agressivo e
abusivo. A mulher conta aos parentes, diz que vai se divorciar e não
recebe apoio em muitos casos pelo temor de que ela se torne um peso
financeiro para os outros. Sem este apoio, muitas se mantém em
relacionamentos degradantes, e o resultado é o que vem acontecendo nos
últimos tempos aqui em nossa região. Crimes e mais crimes”, destacou o
magistrado.
O evento foi realizado por meio de uma parceria entre o Poder
Judiciário paraibano, através da Coordenadoria da Mulher, e o Governo do
Estado, pela Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana e Secretaria
de Segurança Pública, contando também, com apoio do Ministério Público
da Paraíba e Coordenação de Delegacias Especializadas de Mulheres
(CoorDeam), e reuniu dezenas de participantes dos sete municípios que
integram a comarca.
Para o magistrado, é necessário denunciar sim. “Estas pessoas têm que
ser identificadas e detidas. Se não falar, vai acontecer com outras
vítimas. Precisamos quebrar o círculo vicioso. A pessoa enxerga a vítima
como alguém que quer prejudicar a família denunciando (uma pessoa boa).
Só que isso amplia a pressão psicológica em cima de quem sofreu a
violência. As pessoas precisam perceber que não podem apoiar alguém que
faz isso", comentou Eugênio.
Ele avaliou ter sido de suma importância a realização deste evento na
Comarca. “A iniciativa representa a mobilização de todos os segmentos
da sociedade, que vêm enfrentar o aumento de crimes praticados contra as
mulheres no Vale do Piancó, em especial na Comarca de Itaporanga, onde
houve um elevado índice de Feminicídio, necessitando do apoio estatal
para prevenir e reprimir esse tipo de violência”, argumentou.
O evento contou ainda com palestras e participações do púbico
presente. O objetivo principal foi capacitar os representantes de
órgãos, projetos e organizações, para que esses conhecimentos sejam
disseminados para outras pessoas, atingindo o maior numero possível de
pessoas.
Fonte: Diamante Online