De acordo com os dados, existem no estado 40 mil casas deste tipo. Somente em João Pessoa, são 2.211 unidades habitacionais nesta situação. EmCampina Grande, o número chega a 995 residências.
Os dados foram levantados pelo Sistema de Informação de Atenção Básica (Siab) do MS, com base na quantidade de residências e habitantes fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014. As moradias normalmente são construídas pelas próprias famílias, que dividem o terreno, criam os cômodos e fazem estrutura com madeira e gravetos, revestidas com barro geralmente encontrado no mesmo local.
De acordo com o sanitarista Valderi Leite, como não é comum existir água encanada e rede de esgoto nas casas de taipa, a saúde dos moradores fica comprometida e o risco de doenças é maior. “De maneira geral, é prepoderante a doença de chagas, mas também é comum casos de picada de escorpião, de cobra e de outros insetos. Estes registros são comuns em cidades do semiárido e principalmente no nordeste”, explica.
Dados do último senso do IBGE mostram que o problema habitacional em Campina Grande é ainda maior. O número de casas de taipa na cidade é pouco mais do que 7% do déficit habitacional, que hoje chega a 13.256 moradias.
A prefeitura explica que vem trabalhando para diminuir o problema. “Através da adesão às políticas públicas do Governo Federal como o Minha Casa, Minha Vida, que é um programa que vem oferecendo e ofertando a Campina Grande um volume de habitações decentes para onde vão estas pessoas”, disse o secretário de planejamento, Márcio Caniello.
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