
Segundo a delegada Rosana Gomes, da 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape, responsável pela prisão, o menino, após sofrer o abuso, teria tentado esconder o fato. “De acordo com nossa investigação, ficamos sabendo que a vítima passou a ter mudanças de comportamento e apresentar uma secreção e odor forte. Ela também reclamava de dores. Uma prima notou a situação e ficou sabendo do ocorrido através da própria criança”, disse a delegada.
A prima do menor comunicou o fato ao Conselho Tutelar e o encaminhou ao Hospital para a realização de exame preliminar de ofensa física. “A médica que o atendeu constatou uma lesão no reto, afirmando que era preciso chamar a polícia. Foi a partir deste momento que ficamos sabendo e fomos ao encontro dos acusados”, contou Rosana Gomes.
Ela informou que, até então, a mãe da criança tinha a guarda legal da mesma, mas, devido ao já constatado abandono moral e material que o garoto sofria, ele vivia pelas ruas, pedindo esmolas e não tinha residência fixa, ficando ora na casa da mãe ora na da avó.
De acordo com a delegada, tanto a avó quanto o companheiro já eram conhecidos na região por problemas de alcoolismo. O pai do menino é separado da mãe e vive em Guarabira. “O Conselho Tutelar, na intenção de fornecer a guarda para outra pessoa, deve procurá-lo”, afirmou Gomes. Ela ainda disse que a vítima já foi encaminhada para o Instituto Médico Legal de João Pessoa para a realização de exames mais detalhados.
A dupla foi autuada no artigo 217 do Código Penal Brasileiro, que envolve estupro de vulnerável. A avó foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, na Capital, e o companheiro para a Cadeia Pública de Mamanguape, onde esperarão por julgamento.
Fonte: Por Gustavo Medeiros